ÉPOCA 1963/64

ÉPOCA 1963/64
A época 1963/64 foi dominada pela luta travada entre o Peniche e o Torreense tendo em vista a subida à Divisão maior do futebol Português. O Torreense acabou por subir à 1º Divisão em circunstâncias bastante rocambolescas.
Ainda antes de terminado o Campeonato, em Março de 1964, em “ A VOZ DO MAR” de Peniche vinha uma notícia que levantava a ponta do véu:

Época 1963/64
“ BRONCA NA ZONA SUL “

A Direcção do G. D. de Peniche teve conhecimento de que a União Desportiva de Tânger, enviou ao Luso, Sacavenense e Atlético, uma carta com fotocópia do cartão de um jogador relativo à época 63/64 que tem alinhado e está inscrito no Oriental e que se encontra ao mesmo tempo preso à Federação Marroquina. Trata-se do atleta que em Portugal usa o nome de José Santiago Garcia e que está inscrito no Norte de África com o nome de José Santiago Sanchez. A provar-se isto, a inscrição irregular, o clube correrá o risco de baixar de Divisão, portanto ser-lhe-ão descontados os pontos que ganhou nos jogos em que empregou aquele jogador. Neste caso, seriam beneficiados sobretudo o Peniche que lucraria 2 pontos, o Torreense 1 e o Sacavenense que abandonaria a zona perigosa pelo espectro da baixa de Divisão.
O Peniche e o Sacavenense, clubes aos quais a irregularidade mais pode beneficiar, vão recorrer à Federação para que esta ponha as coisas no devido lugar, para bem do futebol e para que a moral no desporto não seja uma palavra vã. O caso todavia afigura-se bastante complicado e, naturalmente a pauta da classificação desta vez não sofrerá alterações.
Aguardemos no entanto os resultados das “demarches”.

A Federação Portuguesa de Futebol, alertada para o caso, “deixou andar” até ver o que o caso dava. O Peniche continuou a insistir, apresentando provas documentais de que Sanchez Garcia (o jogador em questão) estava a jogar em situação irregular.
E assim se chegou ao último encontro do Campeonato Nacional. Tanto o Peniche como o Torreense jogavam em casa os encontros, transmitidos em directo pela Emissora Nacional. No final do encontro, enquanto os adeptos do G.D.P. festejavam a subida, justa e lógica, de Divisão, convencidos de que a razão que lhes assistia era reconhecida, os dois locutores em serviço (no Campo das Covas e em Peniche) gritavam que seria a equipa da localidade em que se encontravam a subir à 1ª Divisão, sendo que qualquer um deles fazia a afirmação com bastante veemência. No fim perdeu a razão e o Peniche viu-se espoliado de participar na prova máxima da F.P.F.
Na época seguinte, o mesmo jogador pretendeu jogar no Atlético Clube de Portugal, mas a Federação não lhe deu autorização.
Ainda hoje se contam histórias sobre este caso dando como certo que a Direcção do G.D.P. teria recebido dinheiro para “abafar” o caso. Nada mais falso, dado que o executivo que dirigia os destinos do Peniche levou o caso até às últimas instâncias.

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in "1941-2001" GDP - 60 anos de história" de Albertino das Neves

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